Central de comunicação // Artigos

13/07/2017

A Bahia que dá certo II

Por João Martins da Silva Junior

Existe uma Bahia que, a cada ano, amplia a produção, melhora os processos tecnológicos, exporta mais, movimenta a economia, gerando emprego e renda para os baianos. Destacamos, em nosso último artigo, as potencialidades das regiões Oeste, Sul e Sudoeste do estado. Mas outras regiões do nosso território, como a Chapada Diamantina, o Vale do São Francisco e o semiárido, também são exemplos de uma Bahia que dá certo.

A Bahia é o quarto maior produtor de café do Brasil e a Chapada Diamantina se destaca na produção de grãos selecionados. Produz um dos melhores cafés, em qualidade, do Brasil, já reconhecido e premiado em concursos internacionais. A produção agrícola, na Chapada Diamantina, tem importante especialização também na horticultura, produzindo em escala industrial, com alta tecnologia e mecanização.

A região de Ibicoara e Mucugê produziu, em 2015, mais de 99,9% da batata cultivada no estado e 40,8% do tomate, destacando-se ainda na pecuária bovina e na produção de flores.

Com condições de clima e solo peculiares e diferenciados, a Chapada tem vocação, também, para a fruticultura, destacando-se os cultivos de manga, morango e uvas, que são destinadas à produção de vinhos e espumantes, alguns premiados internacionalmente.

Aliás, a fruticultura é uma das atividades que mais geram emprego e renda, em várias regiões da Bahia, especialmente nos perímetros irrigados do semiárido. O estado lidera a produção nacional de banana (15,6%), mamão (50%), coco (38,2%), cacau (56,1%), manga (28,6%) e maracujá (43%). Ocupa o segundo lugar em citros, como laranja, limão e tangerina.

A região do Vale do São Francisco já ostenta o título de maior polo frutífero nacional, com potencial para transformar-se na Flórida brasileira. Expressiva produção de uvas de mesa, pera, maçã e coco marca toda a região. Grande produtor de manga, o Vale do São Francisco transformou-se no maior exportador dessa fruta do Brasil.

A Bahia exportou US$ 83 milhões, em 2016, o que representa 46,1% do total exportado pelo país. Também possui variedades de uvas, com qualidade comprovada, para a produção de vinhos, o que faz da região o segundo polo vinícola do Brasil, com grande potencial para expansão.

A caprinocultura se destaca na região do semiárido, com um rebanho de  2,7 milhões 

de cabeças, o equivalente a 29,6% do total da região Nordeste e 27,4% do efetivo nacional. É o maior rebanho de caprinos do Brasil.

Tal pujança nos permite reiterar que a Bahia que dá certo está no campo, produzindo, plantando e colhendo. E a nossa agropecuária busca, cada vez mais, a melhoria da produtividade e a internacionalização da produção, para continuar gerando empregos e renda aos baianos.

* João Martins da Silva Junior é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Leia também: